Analisando Alejandro
Bom dia, Brasil. Good morning, NY.
Sim, eu sei que já faz mais de um mês que estreou o clipe de “Alejandro”. Mas como recentemente ultrapassamos a marca de 1000 visitas, resolvi deixar a preguiça de lado e fazer um post para vocês, sluts. Antes tarde do que nunca, né? (Vou acabar criando uma categoria com esse nome.) Além do mais, eu certamente não poderia deixar tal acontecimento passar em branco aqui no blog. E que acontecimento.
“Alejandro” marca a estreia do fotógrafo Steven Klein como diretor de clipes musicais. Klein é conhecido principalmente por seu trabalho fotográfico com a Madonna, além de ter criado vídeos de fundo para algumas de suas turnês; esse seria o motivo principal do clipe possuir algumas semelhanças madonnísticas, em especial com os clipes de “Like A Prayer” e “Vogue”. O clipe, sem dúvidas, é o mais marcante da carreira da Gaga até agora (embora não seja o meu favorito, pessoalmente falando), combinando elementos religiosos e militares com temas sexuais, como sadomasoquismo e androginia, o que já foi o suficiente para dividir opiniões de críticos e da audiência. Confesso que a primeira vez que assisti, também não soube exatamente o que achar. É exatamente isso que a Gaga faz melhor do que qualquer um hoje em dia: dar o que falar, literalmente, e sempre com um significado implícito.
Por falar nisso, o significado do clipe em si é um assunto a ser discutido a parte. Como já devem saber, praticamente tudo que a Gaga cria ou produz requer que se enxergue além do óbvio. Até cheguei a procurar vídeos no YouTube que pudessem explicar com clareza o significado, mas não achei nenhum que fosse satisfatório o suficiente. Se quiserem tentar achar um, go ahead – recomendo apenas que não deem atenção aos que alegam satanismo e Illuminati, pois não irão adicionar em nada. Só o que sei de certeza é que, nas palavras de Klein, o clipe é sobre “o desejo de uma mulher de ressuscitar um amor morto e que não consegue lidar com a brutalidade de sua situação atual. A dor de viver sem seu amor verdadeiro.” Amei. Sendo assim, partiremos para a parte fashion, que é o que realmente interessa aqui, sim?
Mais uma vez, o styling do clipe ficou a cargo do Nicola Formichetti, e naturalmente não poderia faltar peças exclusivas de estilistas.
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Essa coroa binocular extraordinária é uma criação do chapeleiro londrino Nasir Mazhar.
Mazhar é conhecido por suas peças no mínimo excêntricas, como por exemplo…
… o ”the orbit”, que a Gaga usou no programa da Ellen DeGeneres em maio do ano passado. Ou ainda…
… esse exótico elefante feito de cabelo, usado enquanto a deusa cantava lindamente a versão acústica de “Poker Face” em um programa de televisão japonês em agosto do ano passado.
Já a capa preta é uma peça criada exclusivamente pelo eterno Alexander McQueen, que, ao que me parece, foi inspirada no número final do desfile de sua coleção outuno 2008, a “The Girl Who Lived in the Tree”.
Chorei diamantes com a vermelha.
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Segurem o fôlego e cuidado para não babarem no teclado, pois aí vem…
… Evandro Soldati! Usando um capacete com espetos criado sob encomenda pela dupla belga MoutonCollet. Pertence à coleção masculina “Bords de Mer”, e é feito de resina preta com glitter e adornado com pregos prateados e corrente gourmette.
A special thanks to MoutonCollet for personally providing the following pictures. Merci mille fois! :)
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Durante o cortejo fúnebre de seu coração partido, Gagaloo veste um vestido de silhueta ampulheta na cor marfim com renda preta – outra peça exclusiva do McQueen.
Acredito que seja uma extensão de sua coleção primavera/verão 2007, a “Sarabande”, inspirada na composição homônima de George Frideric Handel, compositor teuto-inglês do século XVIII, nas pinturas do pintor espanhol Francisco Goya, na socialite italiana Marquesa Luisa Casati e em flores de jardim.
A peça de renda com rosas negras presas à ela que Gaga usa em sua cabeça foi criada pelo chapeleiro irlandês Philip Treacy para o McQueen.
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Aqui ela encarna um freira um tanto fetichista, vestindo um hábito vermelho de látex feito sob encomenda por Atsuko Kudo, o mesmo responsável pelo vestido amarelo de Honey B no clipe de “Telephone”.
Antes de mais nada, Klein afirmou que o uso de simbolismo religioso no clipe não tinha a intenção de denotar algo negativo, e sim representar a “batalha da personagem entre as forças do mal desse mundo e a salvação espiritual da Alma.”
Tendo isso em mente, o rosário engolido por Gaga na blasfema polêmica cena onde ela expressa seu “desejo de absorver o sagrado”…
… é um colar Dagger Rosary incrustado de prata, pertencente à coleção outono/inverno 2009 da designer de joias nova-iorquina Pamela Love, a “Womens Classic”.
No criado-mudo ao lado da Gaga, em cima de vários outros Dagger Rosaries, é possível ver colares Sacred Heart, da coleção outono/inverno 2010 de Pamela que está por vir.
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Aqui, Gaga seduz horrores usando nada além de calcinha e sutiã em tom nude da coleção primavera 2006 da Calvin Klein Underwear, meias Seam & Heel Stockings da famosa grife de lingerie britânica Agent Provocateur, e Louboutins pretos de salto agulha.
Luxo. Poder. Sedução.
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O conjunto de borracha a seguir foi criado exclusivamente pela dupla britânica Jaiden rVa James.
Rasharn d’ Vera Agymang e Jaiden James, as mentes criativas por trás da marca, dizem ter sido inspirados por “amor, morte e religião”.
Os sapatos plataforma abalativos de salto invisível são os Nude Night Makers, criados pelo japonês Noritaka Tatehana.
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Enquanto dança louca e lindamente, Gaga veste um colete preto da Dolce & Gabbana…
… e calças de gabardine pretas de cintura alta, que integram a coleção outono 2010 do estilista italiano Francesco Scognamiglio.
Scognamiglio é também responsável pelo vestido sublime que a Gaga usou no tapete vermelho do Brit Awards em fevereiro desse ano.

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Uma das peças que mais se destacam no clipe é certamente esse sutiã-metralhadora, feito sob medida pelo coureiro David Samuel Menkes. Gaga usou um modelo similar ao estampar a capa da edição mais recente da Rolling Stone.
Pensou no sutiã cônico da Madonna, criado pelo Jean-Paul Gaultier para sua turnê Blond Ambition, né? Então vai tomar no olho do seu cu.
Brincadeirinha, rs.
Ok, falando sério agora… Devo confessar que fiquei um tanto em *shock* ao visitar o site do tal coureiro. Já vou avisando que possui conteúdo NSFW (“not safe for work”, para os leigos), portanto entre por sua conta e risco.
Seguindo em frente temos os dançarinos, vestindo uniformes militares criados pela Emporio Armani.
Está previsto para que cheguem às lojas da marca na próxima estação.
Os óculos com espetos que alguns dos dançarinos usam são os W.O.W (uma abreviação do nome da pioneira do punk Wendy O. Williams), e fazem parte da coleção A-Morir, da designer de óculos Kerin Rose. E tem mais: essas belezinhas podem ser usadas também como arco de cabelo.
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Nessa cena dramática e sombria, a deusa veste uma jaqueta Perfecto do Hussein Chalayan, estilista cipriota radicado em Londres. Perfecta mesmo. Aliás, pago um pau violento para as suas jaquetas, Gaga; uma mais impecável que a outra, um beijo.
Além disso, ela também usa Night Makers pretos do Noritaka Tatehana e calcinha rendada da coleção outono/inverno 2010 da grife de lingerie londrina Rigby & Peller, que fornece peças para a Rainha Elizabeth II.
Já sabem do bapho envolvendo essa calcinha? No começo de maio a grife alegou ter enviado sete conjuntos dessa coleção para a Gaga usar no clipe, mas apenas três foram devolvidos a tempo do desfile da coleção (que ocorreu no dia 6), o resto foi dado como desaparecido. Hmmmm, Gaga fazendo a Winona? Para tudo. Tô passada. Que mico. Ui. Polêmica.
E por último, mas não menos importante, óculos Gianni Versace modelo 789, um vintage da década de 90.
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Espero que tenham gostado, little sluts. ;) Beijosmil.




























Colega! to passada! mto Mara o seu site, pricipalmente por que fala da Gaga, amo ela e gostei mto dos seus comentarios!! bj**
poxa, muito obrigado! fico muito feliz que tenha curtido :)
xoxo :**